22 de novembro de 2013

A empatia, a solidariedade e o socialismo

Todos nós, seres humanos, nascemos dotados de empatia. Nos colocamos no lugar do outro constantemente, sentindo o que o outro sente e vivendo o que o outro vive, quer queira ou não. Porém, solidariedade é algo maior, algo que se desenvolve a partir desta empatia, mas que constrói um sentido maior: coletividade.

Surge quando nos entendemos como parte de algo, de um todo, e nos colocamos como responsáveis pelo destino dos integrantes de nosso grupo. Aparece na hora em que percebemos que a nossa dependência é mútua e que a nossa sobrevivência é relacionada à sobrevivência do semelhante. Abrimos mão do egoísmo, sem perder a individualidade, largamos a avareza e abraçamos a partilha, esquecemos a concorrência e criamos a cooperação.

Muitos argumentam que é natural do ser humano a "lei do mais forte", que evoluímos perante as outras espécies porque temos uma essência de matar ou morrer, e assim, realizamos os avanços da humanidade. Balela! Nunca fomos o animal mais forte da natureza e nem evoluímos porque nos matamos loucamente por nossos objetivos individuais. Pelo contrário, chegamos aonde chegamos pela cooperação, desde as tribos consideradas mais primitivas até os dias de hoje, no dito mundo globalizado.

No passado, e presente, quando utilizamos a regra do mais forte exterminamos milhões, destruímos sonhos e manchamos a história. Mas nas horas em que utilizamos a nossa racionalidade, o que aparentemente nos diferencia do resto dos animais, prosperamos e percebemos que somos um só. Um caça, o outro cole frutas, alguém cuida das crianças e outrem protege a aldeia. Um é operário, o outro é agricultor, alguém é professor e outrem é soldado. Viu? A cooperação está atrelada à nossa evolução.

O capitalismo, em sua essência, não é natural e prega atitudes que destroem a humanidade. Defende uma competitividade desnecessária, baseada no acúmulo pelo acúmulo, no mais pelo mais, gerando uma irracionalidade compulsiva onde um tenta vencer o outro e todos saem perdendo. Considerar o Socialismo, ou seja, a coletividade, a cooperação e a racionalidade utópicos é abrir mão de nosso aprendizado enquanto raça humana.

Não nego que temos defeitos, sei que não somos perfeitos e erramos o tempo todo. Mas isto não nos impede de buscarmos juntos um convívio comum e próspero. Até porque, se fossemos tão ruins assim, não perceberíamos estas nossas imperfeições e muito menos buscaríamos alternativas para as mesmas.