29 de janeiro de 2014

Os verdadeiros partidários

Ter sonhos, ideais e posições jamais será algo ruim. Não me apego as convicções, pois sei que elas estão sempre evoluindo, porém, as defendo, já que apenas com um debate claro, verdadeiro e aberto construiremos juntos uma visão maior.

Tribuna de Petrópolis (29/01/14)
Já escutei muitas vezes que partidos políticos dividem o povo, discurso muito utilizado no passado por Benito Mussolini, que descola da realidade, e não se assemelha ao que escutei nas centenas de reuniões políticas partidárias que já participei. Simplesmente porque os que pregam a segregação e o sectarismo jamais são partidários de verdade, jamais podem ser chamados de militantes - muito menos de militantes de esquerda.

Um partido de verdade é aberto, popular, não tem medo de errar, de corrigir, de renovar e de lutar permanentemente. Logo, um partido que é partido na essência, nunca dividirá o povo e muito menos fracionará a nação.

Porém, é preciso entender que as instituições são formadas por homens, homens imperfeitos, que devem ser cobrados sim, mas não diferente dos "homens que não erram", pois estes são apenas hipócritas. Pior ainda são os homens que se omitem, estes serão sempre os maiores culpados, os que através da sua falta de interesse nos deixarão nas mãos dos errados.

Ser indiferente é ser cúmplice, é covardia e atrapalha quem se importa.

"Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes." Antonio Gramsci, 11 de Fevereiro de 1917