Em Petrópolis a cada 3 dias uma mulher é estuprada, sendo que anualmente milhares de casos de violência são denunciados. E apesar dos grandes esforços do Centro de Referência e Atendimento a Mulher (CRAM), e da luta das militantes feministas da cidade, vejo que a política para as mulheres deve ser entendida além da política de governo, através de um maior compromisso por parte do legislativo e principalmente por parte do chefe do executivo.
Defendo a criação de uma política municipal para as mulheres, que articule os órgãos dos três níveis federativos, e dos três poderes, no enfrentamento e combate a violência, mas que também vá além e crie mecanismos efetivos de emancipação da mulher. Para isto, é fundamental a criação de um Secretaria Municipal da Mulher, que não sirva apenas de apoio institucional, mas sim de agente ativo na construção das políticas públicas que integrem saúde, segurança, educação, trabalho, etc.
Chegou a hora de invertermos a lógica da Administração Pública, que hoje é burocratizada, concentrada, e focada nos temas de governo, ignorando o valor do ser humano. Precisamos pensar no jovem, nas crianças e nos adolescentes, na mulher, no homem, no idoso, e a partir daí construir as políticas e o serviços públicos. Esta humanização deve ser concreta, no jeito de governar e no jeito de se pensar nossa cidade.
