Acho que uma das maiores dificuldades de trilhar a vida pública é lidar com a ignorância e a agressividade daqueles que não sabem o que falam.
Ultimamente tenho sido o foco de ataques de perfis fakes e algumas pessoas ligadas ao governo municipal. Uns questionam como alguém do PT pode questionar a postura do prefeito e de sua equipe, outros tentam me descredibilizar por ter sido Coordenador de Juventude no governo passado.
Essas pessoas nunca pisaram em um espaço político, não conhecem a democracia, e muito menos a verdade. Caso contrário, saberiam que um partido político é um eterno campo de disputa, onde quem tem mandato é cobrado permanentemente, e sempre questionado. Defendemos nossas ideias e lutamos para eleger aqueles que abraçam os projetos que acreditamos, mas isso não quer dizer que concordamos com tudo que é feito, e muito menos significa que temos poder para interferir completamente no que é feito ou deixando de ser feito.
No mais, vale lembrar, que meu partido governa em nível federal, mas não em nível estadual e municipal. Portanto, seria interessante que estes "analistas políticos" entendessem como funciona nosso pacto federativo e percebessem que o aumento das tarifas do transporte público, que o esvaziamento econômico da cidade e a falta de respostas aos problemas do município possuem um culpado próximo: o prefeito.
Ainda ressalto, aos desesperados, medrosos com a possibilidade de perda de seus cargos, que me tornei presidente do PT Petrópolis vencendo a chapa apoiada pelo ex-prefeito, que inclusive pediu desfiliação após ter sido convocado, em minha gestão, para a comissão de ética do partido. Tanto por divergências ideológicas durante seu mandato, quanto pela traição ao programa, e as decisões partidárias, por parte do mesmo.
A política é feita por seres humanos, que erram e acertam, e que vivem da nossa confiança. As vezes acertamos na escolha, outras não. O que precisamos ter é coerência, não tendo receio de dizer quando erramos em nosso julgamento.
Ao ser candidato a vereador, com 22 anos, fui taxado de oportunista. Ao me tornar presidente de partido, aos 23, me chamaram de vendido. E agora, que tenho apresentando projetos de lei, me posicionado fortemente sobre questões que muitos possuem medo de debater, e levei o partido as ruas - junto dos movimentos sociais e dos que lutam por nossa cidade - os coronéis da cidade usam suas piores armas para diminuir nossos esforços.
Não nos abalaremos, pois ao ver os que estão contra nós, temos a certeza de que estamos no caminho certo. Se buscam covardes não acharão. Muito menos entenderão o que nos motiva, pois o que temos, eles perderam faz tempo.
E se querem debater de verdade venham para as ruas, bairros e espaços democráticos.
