7 de junho de 2015

Orgulho

Tenho orgulho de lutar pelo o que lutamos.

Sempre defendi que devemos classificar uma pessoa por suas perspectivas políticas. Ou seja, alguém mentiroso entre familiares e amigos, será um mentiroso com a sociedade, alguém corrupto no dia a dia, será um corrupto na carreira pública, e alguém preconceituoso em pequenas opiniões, se mostrará preconceituoso em grandes discussões.

Lembro ainda que orgulho é diferente de soberba e arrogância. Isto é, o orgulho consciente, nos faz perceber que estamos honestos com nós mesmos. Sem se importar com consensos ou falácias. Sem aceitar qualquer coisa como verdade ou padrão.

Ninguém é dono da razão, mas só evolui aquele que se posiciona de maneira transparente, sem medo de aprender ao estar equivocado, ou receio de falar besteira.

Mas quando me deparo com a criminalização da pobreza, com o racismo, com a homofobia e com a cólera em discursos políticos, sinto sim o tal orgulho. Simplesmente por não engolir discursos preconceituosos, superficiais, ignorantes e intolerantes (sei da redundância contida nessas palavras).

Sou socialista, acredito em Deus e na humanidade. E por isso repudio qualquer babaquice unilateral de uma mente sedenta por ódio, segregação e opressão. Principalmente daqueles que falam em nome de Deus, em nome de muitos representando poucos, e em nome do coletivo falando apenas por interesses individuais.

Deixo um recado para os "pais de família", "religiosos", "experientes" e "donos da verdade": Não seja insensível e veja que o mundo é muito maior do que você e sua limitada visão.