29 de julho de 2015

Na minha campanha nem um tostão!

Estamos vivendo um momento singular no estado do Rio de Janeiro. Especificamente em Maricá, onde nosso prefeito Washington Quaquá, enfrenta a máfia do transporte, um conglomerado de empresas, organizadas na Fetranspor – Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro, que lucra com o suor cotidiano do trabalhador.
Como? Primeiro, Quaquá, teve a coragem de criar linhas 100% gratuitas, cortando a cidade de ponta a ponta, 24h por dia, implementado de verdade o Tarifa Zero. Depois vieram os fascistas, alguns juízes, desembargadores comprados e a oposição agressiva - irritada por seus financiadores de campanha estarem prejudicados com uma política popular de transporte público de verdade - mas o governo não deu sequer um passo atrás.
Tanto que, hoje, o prefeito de Maricá, também presidente estadual do PT-RJ, foi agredido fisicamente, enquanto dava entrevista para a InterTV. Comprovando que, não é fácil, mas o transporte público pode ser público de verdade e que, um governo municipal, pode trabalhar para o povo ao invés de bancar milionários especuladores.
Na próxima sexta, o mesmo prefeito, irá acabar como déficit habitacional no município, anunciando 3.000 moradias do Minha Casa Minha Vida do Governo Federal. E eu, pré-candidato a prefeito em Petrópolis, não posso deixar de fazer algumas perguntas:
-Por que não conseguimos ter um transporte público de qualidade aqui?
-Por que não conseguimos construir sequer UMA casa desde a tragédia do Vale do Cuiabá?
-Por que não podemos transformar Petrópolis, como Maricá tem sido transformada?

Perguntas difíceis de serem respondidas? Talvez. Mas que, eu, também político, posso responder: Na minha campanha nem um tostão!
Nem dá Fetranspor, nem daqueles que ganham com as tragédias ou daqueles que transformam dinheiro público em patrimônio pessoal. Pois daí nasce toda a ineficácia do serviço público e surge toda a falta de políticas públicas. Não se muda a vida das pessoas beneficiando poucos.