Me filiei ao PT em uma data sugestiva: no dia 15 de Novembro de 2006. Estou presente no partido desde os meus 11 anos, quando ainda apenas acompanhava meu pai nas reuniões. Metade da minha vida passei dentro de lá, onde tive a oportunidade de vivenciar momentos históricos. Vi Lula ser eleito o primeiro presidente operário do Brasil, o vi fazer o melhor governo da história de nosso país, acompanhei as controvérsias do mensalão, chorei com Dilma indo ao segundo turno, mas sorri com Dilma eleita, e sorri mais ainda com este governo de nossa primeira presidente mulher. Vi de perto momentos curiosos, como o PT Petrópolis eleger seu primeiro prefeito e não reeleger este mesmo prefeito, ou seja, vi muita coisa. Foi tudo isso e muitas outras histórias vividas. E obviamente, como todo petista de verdade, já briguei no partido, xinguei no partido, me emocionei no partido e me dediquei ao partido.
Aprendi muito também, principalmente como Secretário Municipal da Juventude do PT, afinal já se passaram mais de 4 anos, de muita luta e dificuldade, desde sua fundação. Amadureci como membro da direção executiva, do diretório e nos núcleos do partido. Evolui mais ainda na minha primeira campanha eleitoral, espero que de muitas dentro do PT, que fiz do verdadeiro jeito petista: na ideia, com os amigos, sem grana e com amor. Com tudo que vi e aprendi, digo com orgulho, que acredito muito na verdadeira ideologia petista, em seu Socialismo Democrático e na sua militância. Por mais que, como em toda instituição, no PT existam pessoas que não deveriam estar lá. Nada que me desanime, pelo contrário, me motiva.
Principalmente aqui em Petrópolis onde o PT precisa de muita coisa: mais participação, mais coletividade, mais união, mais democracia e mais identidade. Militância tem e sempre teve, afastada ou não, garanto que estão prontos para reconstruir a imagem de nosso partido em nossa cidade, é só alguém chamar. Chance de crescer não falta, já que muita gente se identifica com o PT, sendo a região serrana considerada conservadora ou não, ainda contamos com os altos índices de aprovação do governo Dilma. Além, é claro, do advento da forte candidatura de Lindberg Farias ao governo do estado. É muita coisa a favor, mas reafirmo que para por o PT Petrópolis no caminho certo precisamos de muito. Mas também garanto que este muito não será feito por poucos, já que esta é a nossa marca: coletividade. E não será por decisões erradas feitas por alguns membros do partido que iremos perdê-la.
Mas bola para frente, e sem remoer o passado, porque em 2013 estes desafios poderão ser traçados. Teremos uma chance única: a eleição da nova direção do partido na cidade. Esta não será uma simples disputa entre chapas e candidatos a presidência. Mas sim uma disputa do PT democrático com o PT conservador, do PT coletivo com o PT de reuniões fechadas, do PT da esquerda com o PT das alianças inacreditáveis, do PT que quer governar com o partido com o PT que perde sua identidade. Ou seja, uma disputa entre um PT de Verdade com um PT que não é mais PT. Eu estou pronto para defender meu partido, e você companheiro?
