Hoje pela manhã, no banho, estive pensando sobre a pressão profissional que muitos jovens da minha geração sofrem.
Pais, sociedade, escolas e faculdades cada vez mais oprimem os sonhos alheios, apresentando o trabalho apenas como uma forma superficial de "estabilidade" econômica, ignorando seu caráter construtivo, sem perceber que estão só justificando a demanda do mercado e sua simples criação de mão de obra. A preocupação com a formação de humanos felizes e cidadãos completos fica de lado, e o resultado deste atropelamento é o surgimento de pessoas infelizes, profissionais desanimados, logo incapazes, e seres socialmente apáticos.
Obviamente, quase sempre, pelo menos, a intenção dos pais é a melhor possível. Mas acompanhar o status social que uma profissão te dá, ou seguir a triste realidade mercadológica das instituições educacionais, é enganar a si próprio. Pelo simples motivo de que uma hora a bolha estoura, já que o "sucesso" profissional vem, o dinheiro vai e você não se sente realizado - simplesmente por não fazer o que ama.
Infelizmente, muitos, também da minha geração, não podem escolher com o que trabalhar. Mas se você tem a oportunidade de escolher, focar e se esforçar, não desperdice. Emprego é diferente de trabalho, e o trabalho faz parte do seu caráter social, da sua intervenção e contribuição ao mundo, logo, não tente ser o que você não é.
Não sou um cara de sucesso, muito menos enriqueci com o meu trabalho, mas falo como um simples sujeito que ama o que faz, sem problema algum em dedicar a maior parte do dia à isto, sem grandes problemas em enfrentar suas dificuldades e certo de que encontrei como posso contribuir com a sociedade.
Pense, escute, se entenda e banque sua decisão sem medo de errar. Já que nenhum caminho é fácil, faça do seu jeito pelo menos.