5 de maio de 2015

Para nunca nos escondermos de nós mesmos

O covarde se esconde e age de duas formas: através da apatia ou por meio da injustiça.

O apático não vive, cria uma casca de lamentações por suas agressões sofridas. Ignora o que quer dizer, o que quer fazer, o que ama e até o que é. Não viu o medo com prudência, mas sim como refúgio e argumentação. Se apropriou do fracasso e se contentou em viver o que determinaram que lhe seja vivido.

O injusto também está tomado pelo medo. Não se mostra por fragilidade, por saber que se nem ele consegue conviver com si próprio, ninguém conseguirá. Aliás, sabe que alguém só conseguirá se for por enganação - algo muito conhecido e utilizado por ele. Engana e tira proveito toda vez que pode, sempre joga sujo, oculto e revestido de hipocrisia quando é descoberto.

Ambos, muito parecidos e dois lados de uma mesma moeda. Já que o apático pode ser tornar um aproveitador a qualquer momento - talvez seja mais fácil do que superar seus próprios problemas. E o injusto, por mais que não perceba, se engana mais do que engana outros - pois no fundo sabe que não tem chance alguma se botar a cara.

Encontramos covardes pelo dia a dia, em todo lugar, e assim sempre será. Agora, que isso nos sirva para nunca nos tornarmos um deles. Para nunca nos escondermos de nós mesmos.